Dólar muda de rumo e passa a subir

O dólar mudou de rumo e passou a subir nesta terça-feira (15), em semana de decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil sobre a taxa de juros no Brasil e de olho na cena política local após a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o Renda Brasil.

Às 14h28, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,2785, em alta de 0,05%. Pela manhã, recuou a R$ 5,2204. Veja mais cotações.

Na segunda-feira (14), o dólar encerrou o dia a R$ 5,2759, em queda de 1,07%. Na parcial do mês, acumula baixa de 3,74%. No ano, tem valorização de 31,58%.

 

'Está proibido falar em Renda Brasil', diz Bolsonaro

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (15) que no governo dele "está proibido" se falar em Renda Brasil e que o programa Bolsa Família vai continuar em vigor. A declaração foi feita após a equipe econômica de Paulo Guedes informar que estudava restringir seguro-desemprego a fim de poupar recursos para Renda Brasil, além de apoiar que aposentados ficassem 2 anos sem aumento.

O Renda Brasil chegou a ser discutido no governo como um programa de assistência social para substituir o Bolsa Família. A intenção era aproveitar a experiência do auxílio emergencial, que acaba no fim do ano, e criar um programa que aumentasse o valor do benefício do Bolsa Família.

 

Cena externa

 

No exterior, a produção industrial da China acelerou no ritmo mais forte em oito meses em agosto, enquanto as vendas varejistas cresceram pela primeira vez neste ano, sugerindo que a recuperação econômica está ganhando ritmo conforme a demanda começa a melhorar da crise do coronavírus.

Já nos EUA, a produção industrial nos Estados Unidos cresceu 0,4% em agosto, marcando alta pelo quarto mês consecutivo. O índice, porém, está 7,3% abaixo do nível pré-pandemia de fevereiro. O resultado também veio abaixo da expectativa de crescimento de 1% de economistas consultados pelo “Wall Street Journal”.

 

Taxa de juros

 

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil inicia nesta terça-feira sua reunião de decisão de juros de dois dias, assim como o Federal Reserve.

Por aqui, a expectativa é de manutenção da Selic em 2% ao ano, devido ao recente noticiário fiscal que inspirou maior cautela em meio a leituras mais altas de inflação no atacado e à contínua volatilidade nos ativos financeiros.

O mercado financeiro manteve as estimativas para o dólar ao fim de 2020 (R$ 5,25) e 2021 (R$ 5,00), mas reduziu a projeção para a Selic no término de 2021 de 2,88% para 2,50%, conforme a mais recente pesquisa Focus do Banco Central.

A Selic baixa tem sido citada como uma das causas para a instabilidade no câmbio e também para maior dificuldades do Tesouro Nacional de rolar a dívida pública em meio a um já fragilizado quadro fiscal.

Fonte: G1