Receita atribui bom desempenho da arrecadação federal em julho à atividade econômica aquecida
Data: 27/08/2026
A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, o que corresponde a uma alta nominal de 13,8% e crescimento real de 8,9%, já descontada a inflação, na comparação com julho de 2025. De acordo com a Receita Federal (RF), o resultado de julho deste ano é o maior já registrado para o mês na série histórica, iniciada em 1995. Considerando o acumulado de janeiro a julho, o total chegou a R$ 1,87 trilhão, avanço nominal de 11,7% e real de 6,9%.
De acordo com o órgão, o resultado de julho combina crescimento da atividade econômica, aumento da massa salarial, desempenho do mercado financeiro, mudanças na legislação e receitas extraordinárias. O petróleo também teve participação relevante, sobretudo por meio do Imposto de Exportação sobre óleo bruto e de receitas relacionadas à exploração do recurso.
Do total de julho, as receitas administradas diretamente pela RF somaram R$ 268,8 bilhões, crescimento real de 7,7%. As receitas administradas por outros órgãos totalizaram cerca de R$ 20,4 bilhões no mês, correspondendo a uma alta real de 28,8%. Nesse grupo estão, entre outras, receitas relacionadas à exploração de recursos naturais, como royalties. Já no período de janeiro a julho deste ano, o acumulado das receitas administradas diretamente pelo órgão chegou a R$ 1,79 trilhão.
Divulgados na terça-feira (25) no site da Receita, os dados foram apresentados e comentados nesta quarta-feira (26/8), em coletiva de imprensa, em Brasília (DF), pelo chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, auditor fiscal Claudemir Malaquias, e pelo coordenador de Previsão e Análise, auditor fiscal Marcelo Gomide.
Atividade econômica sustenta arrecadação
De acordo com Malaquias, o resultado é explicado principalmente pelo desempenho da atividade econômica. Entre os indicadores considerados pela RF para explicar a arrecadação, a produção industrial avançou 1%, as vendas de bens, 4,9%, e as de serviços, 2%. A massa salarial cresceu nominalmente 10,2%, enquanto o valor em dólares das importações aumentou 12,1%.
Entre os tributos, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cresceram 4,5% em termos reais em julho. O balanço trimestral teve alta de 10,9%, enquanto o lucro presumido avançou 5%. A receita previdenciária também manteve trajetória positiva, impulsionada pelo aumento da massa salarial e pela reoneração gradual da folha de pagamentos.
Outro destaque foi o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, que cresceu 29,5% em termos reais, influenciado principalmente pelas aplicações de renda fixa e pelos juros sobre capital próprio. O PIS/Pasep e a Cofins também acompanharam o desempenho das vendas de bens e serviços.
Outro fator de alta foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A arrecadação do tributo cresceu 19,3% em termos reais em julho, para R$ 8,2 bilhões, refletindo as mudanças nas alíquotas adotadas anteriormente.
Fonte: Diário do comércio
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