Assédio eleitoral no trabalho: Número de ações judiciais cresce 37% entre os dois turnos das eleições de 2026
Data: 26/10/2026
A Justiça do Trabalho registrou um aumento de 37% no número de ações por assédio eleitoral entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026, conforme dados parciais divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Entre janeiro e 4 de outubro, foram registrados 135 processos. Já no período de 4 a 24 de outubro, outras 50 ações foram ajuizadas, elevando o total para 185 processos trabalhistas.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), somente no segundo turno foram recebidas mais de 800 denúncias de assédio eleitoral. Ao longo de 2026, o número já ultrapassa 1,8 mil denúncias.
O que caracteriza o assédio eleitoral no ambiente de trabalho?
O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são submetidos a pressões, ameaças, constrangimentos ou tentativas de influenciar suas escolhas políticas e eleitorais no contexto das relações de trabalho.
Entre as situações identificadas pela Justiça do Trabalho estão:
- pressões para apoiar determinados candidatos;
- exigência de utilização de símbolos ou materiais político-partidários;
- ameaças ou retaliações por posicionamento político;
- restrições ao exercício do direito ao voto.
ATENÇÃO, EMPRESAS E PROFISSIONAIS DE RH!
Durante o segundo turno, decisões judiciais determinaram que empresas ajustassem jornadas, garantissem condições para o exercício do voto e interrompessem práticas de pressão política sobre empregados.
As medidas reforçam a importância de preservar a liberdade de escolha dos trabalhadores e prevenir condutas que possam resultar em responsabilização judicial.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho (TST)
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